quarta-feira, 2 de julho de 2008

Relatos importantes sobre novas formas de leituras

Para quem imaginava que com a chegada das novas tecnologias o livro iria deixar de existir, não poderia prever que o livro e a leitura estariam tão vivos em pleno século XXI. En­tretanto o livro eletrônico, hipertextual, introduz três vetores totalmente novos que devem ser levados em conta: 1) a velocida­de da transmissão e recuperação dos textos aumenta enormemente; 2) o leitor pode se inserir na escritura, interagir, transformar, traduzir, imprimir, enfim, ele pode mapear o texto utilizando cartas dinâmicas que lhe permitam interrogá-lo de forma jamais vis­ta; 3) ele pode ainda criar textos em grupo utilizando os sistemas de groupware. Para resumir, ele tem muito mais controle sobre o texto, e este controle é feito com precisão e velocidade. Portanto é necessário que a escola atual leve em consideração todo esse avanço tecnológico e associe ao seu planejamento pedagógico uma nova forma de alfabetização e letramento. Deve permitir, como direito inalienável do cidadão, o acesso ao conhecimento através das novas tecnologias.







Nerione: A escola deve buscar alternativas pedagógicas para lidar com o hipertexto, reconhecendo nele uma poderosa ferramenta de aprendizagem através da pesquisa, da construção cooperativa e interativa, através das bibliotecas e cursos virtuais, onde professores e alunos aprendem juntos. E toda essa troca de saberes, de cultura, implica em uma nova forma de ler e de escrever. A construção do hipertexto, num espaço virtual.
Vejo o hipertexto eletrônico como uma remediação dos hipertextos tradicionais, já que, diante da tecnologia eletrônica que possibilita a sua realização, me refiro a ele como a virtualização do texto e da leitura, que apresenta características particulares, como a possibilidade de interferências on-line, a velocidade e a facilidade pela busca de informações e o acesso a recursos verbais e visuais.
Vale ressaltar que o hipertexto não está apenas vinculado ao suporte digital. A sua realização não depende do espaço eletrônico. A bíblia, por exemplo, foi um dos primeiros registros de hipertexto; a enciclopédia apresenta uma construção hipertextual, tanto em termos de sua organização escrita quanto de leitura.

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