segunda-feira, 7 de julho de 2008

Atividades Pedagógicas envolvendo as Mídias








CORDEL




por Gorete Nunes





A experiência que vou relatar aconteceu no 1º bimestre de 2008 na Escola Municipal Professora Nazaré Duarte, em Goianinha/RN, numa turma de 5º ano do Ensino Fundamental, sob a responsabilidade da professora Sônia que leciona a disciplina de Língua Portuguesa.
Visando estimular a leitura, a professora trouxe para a sala de aula um texto que despertou no aluno o gosto pela leitura, o tema Cordel adolescente, ó xente! Chamou tanto a atenção da turma que a professora viu-se na obrigação de elaborar um projeto que contemplasse as expectativas dos alunos.
O projeto destacou atividades teóricas e práticas. A professora falou sobre a origem e os aspectos históricos da literatura de cordel, buscou o conhecimento prévio dos alunos e instigou-os à pesquisa, a visitar a feira livre e procurar entre os conhecidos esse tipo de literatura.
Apareceram vários cordéis de temas diversos e o objetivo da professora foi atingido: todos queriam ler e ela proporcionou oportunidades para todos lerem. O passo seguinte foi que eles produzissem seus próprios textos.
O resultado foi surpreendente, os alunos produziram vários cordéis, como o tema foi livre, eles usaram a imaginação e entre os temas destacaram-se: A professora de Português; O Prefeito de Goianinha, entre outros.
A culminância do trabalho foi gratificante, os alunos expuseram seus cordéis, os que eles compraram na feira e os que conseguiram com pessoas conhecidas, não só os alunos liam, mas toda a comunidade que prestigiou o evento.
Houve dramatização, recitação, comidas típicas... e objetivo da professora foi extrapolado. Comprovando assim, que quando utilizamos de maneira planejada, o material impresso, os resultados são edificantes.







Cordel adolescente, ó xente!
Sou mocinha nordestina,
Meu nome é Doralice,
Tenho treze anos de idade,
Conto e reconto o que disse,
Pois me chamo Doralice,
Sou quem vende meu cordel
Nas feiras lindas do longe
Onde a poesia se esconde
Nas sombras do meu chapéu!
Eu falo tudo rimado
No adoçado da palavra
Do Nordeste feiticeiro;
No meu jeito brasileiro,
Aqui vim dizer e digo
Que escrevo muito livro
Que penduro num cordel,
Todo fato acontecido
Eu coloco no papel!
Vim pra feira, noutro dia,
Armei a minha poesia
Num cordel de horizonte,
Quem passasse no defronte
Daquilo que eu vendia,
Parava e me escutava,
Pois sou mocinha falante,
Declamava o que escrevia!
Contei de uma garota
Que amava um cangaceiro,
Era um tal cabra da peste,
Um valentão do Nordeste
Que montava a ventania,
Trazia susto e coragem
Por cada canto que ia!
Virge Maria!
O nome da tal mocinha?
Não digo... é um segredo,
Escrevo o que não devo,
Invento, pois tenho medo
De contar que a tal menina
Era... toda fantasia!
(...)
Sylvia Orthof. Cordel adolescente, ó xednte!. São Paulo, Quinteto, 1996.


















Projeto: O Auto da Compadecida: um trabalho didático a partir da obra de Ariano Suassuna




por Luzinete Dantas








Público alvo: alunos do 9º ano A do Centro educacional Rural Alfredo Mesquita Filho

Duração do Projeto: um mês

Disciplinas envolvidas: História, Geografia, Artes e Língua portuguesa

Objetivos: possibilitar aos alunos conhecimentos sobre a obra de Ariano Suassuna, através de pesquisas na internet e da obra adaptada para o cinema e televisão, o auto da compadecida





Organização:





1ª semana: dividir a turma em quatro grupos e sugerir que cada grupo pesquise na internet os seguintes temas: biografia de Ariano Suassuna, obras de Ariano suassuna, texto da peça teatral o auto da compadecida, texto sobre a obra cinematográfica o auto da compadecida

2ª e 3ª semanas: organização e apresentação pelos alunos dos temas pesquisados. O que conseguiram pesquisar sobre a vida do autor; o que descobriram sobre suas produções; apresentarem o texto em linguagem teatral do auto da compadecida através de leitura dramática e finalmente, mostrarem o que pesquisaram sobre o filme auto da compadecida. As apresentações aconteceram em seminários, provocando debates e trazendo novos conhecimentos.

4ª semana: trabalhando com o filme: na seqüência, os alunos assistiram ao filme o auto da compadecida, dirigido por Guel Arraes. Na aula seguinte foi organizado um debate onde foi feita uma análise comparativa discutindo: quais as diferenças entre o filme e a peça? Por que na peça existem situações e personagens que não estão no filme e no filme existem situações e personagens que não estão na peça, quais as diferenças entre os recursos disponíveis em cada uma das linguagens, teatro escrito, teatro encenado e cinema.

Avaliação:
a avaliação foi considerada satisfatória porque houve envolvimento e interesse da turma, assim como aquisição de novos conceitos, vocabulários e possibilidades de pesquisas através da internet.












Histórias em Quadrinhos




por Zelda Simplício



A história de quadrinhos (HQ) tem suas origens na pré-história, desde que os homens primitivos faziam suas inscrições nas pedras, para representar acontecimentos por meio das imagens. Nasceu no século XIX nos Estados Unidos, nas empresas jornalísticas como meio de comunicação de massa e é chamada de gibi, porque na década de 30 e 40, havia uma revista com esse nome, que acabou emprestando o seu nome até os dias atuais.
A HQ é um gênero literário que contém arte narrativa em imagem, ao mesmo tempo em que é icônica e verbal é acessível a crianças e adolescentes e também a pessoas que não sabem ler. Permite a utilização de diversos recursos, como textos, figuras, onomatopéias, sons e imagens que permitem ao autor e ao leitor usufruírem desse recurso.





Objetivos :




  • Identificar os elementos constitutivos da história em quadrinhos;



  • Incentivar os estudantes a pesquisarem e desenvolverem HQ;



  • Utilizar a HQ como instrumento de estudo e de trabalho.



    Público a ser atingido:

    Alunos do 7° ano do ensino fundamental.

    Mídias a serem utilizadas (detalhar o uso):



  • Material impresso de assuntos referentes às HQ e através da confecção de gibis, a partir da elaboração das histórias;






  • Computador ligado a internet para pesquisa.

    Atores e papéis que deverão desempenhar:

    O professor fará o papel de chefe da redação e os alunos serão estagiários que desenvolverão uma idéia inédita sobre as HQ.

    Dinâmica da atividade:

    Será feita uma pesquisa em grupo, sobre o surgimento da HQ, seus idealizadores, público-alvo, tiragem mensal, preço final, para a partir daí ser planejado, elaborado e apresentado o trabalho em um seminário, através de exposição dialogada e áudio-visual, na feira de cultura do colégio.

    Período de Realização:

    Em um bimestre do ano letivo.

    Critérios de Avaliação:

    A avaliação será processual e somativa. O professor utilizará os critérios:
    1. assiduidade;
    2. comprometimento;
    3. iniciativa;
    4. criatividade

    Referências :

    Gestar I – Língua Portuguesa.
    Material do módulo de mídia impressa.